Rua de Fernandes Costa, 88
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11h00 — 19h00
Terça-feira a Sábado

Flâneur

Ninfa Moderna
Georges Didi-Huberman

27.00€

A história das imagens não vive apenas ao ritmo manifesto dos renascimentos e obsolescências; vive ainda ao ritmo latente das Sobrevivências. Já Aby Warburg, que interrogara a arte ocidental sob o prisma da «Sobrevivência da Antiguidade», prestara particular atenção a essa figura em movimento, vestida com panejamentos esvoaçantes que ele apelidara Ninfa, espécie de semi-deusa ou personificação dos eternos retornos das formas antigas.


Este livro vem aprofundar e prolongar a investigação warburguiana da Ninfa, do seu corpo, pose e panejamentos, desde a Antiguidade até aos seus avatares contemporâneos. A argumentação desenvolve-se como o desenrolar de uma montagem cinematográfica, entre a lenta queda da Ninfa e do seu panejamento, que se desprende do corpo até cair abandonado como o despojo mais baixo da representação. As Vénus alongadas da Renascença e as mártires barrocas tombadas por terra definem uma trajectória sublinhada por inúmeros artistas – Atget, Brassaï, Picasso, Moholy-Nagy, Fleischer, McQueen, entre outros – que, ao debruçarem-se sobre o que nas ruas das grandes cidades se encontra caído, como os panos amarfanhados nas sarjetas de Paris, conseguiram construir um surpreendente e estranho leitmotiv da modernidade. Imagem miserável, esfarrapada e sublime; intempestivo e soberano resto trabalhado pelo tempo; imagem do presente constituindo «uma imagem íntima do Outrora», segundo a bela fórmula de Benjamin; ou uma «reminiscência», segundo Freud.

  • Autor
    Georges Didi-Huberman
  • Editora
    KKYM
  • Género
    Ensaio,
  • Edição/Reimpressão
    2016
  • Tradução
    A. Preto
  • Idioma
    Português