Luisa Cunha: O Material Não Aguenta Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis

12.00 

de Sara Antónia Matos, Hugo Dinis e Pedro Faro,

ISBN: 9789898902528
Edição ou reimpressão: 04-2019
Editor: Documenta
Idioma: Português
Dimensões: 119 x 168 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de Produto: Livro

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Descrição

SINOPSE
Júlio Pomar, se ainda estivesse vivo, ter-se-ia divertido à brava com as palavras de Luisa Cunha porque lhe teria reconhecido um lado anti-regra que ele também tinha.

Luisa Cunha: O Material Não Aguenta — Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis insere-se na colecção Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar e dá seguimento ao projecto de entrevistas que se iniciou com Júlio Pomar: O Artista Fala…[2014], continuou com Rui Chafes: Sob a Pele [2015], Julião Sarmento: O Artista Como Ele É [2016], Pedro Cabrita Reis: A Voragem do Mundo [2017] e Alexandre Melo: Cúmplice dos Artistas [2018].

As entrevistas são feitas por ocasião do programa de exposições do Atelier-Museu, que cruza a obra do pintor com a de artistas convidados, mostrando novas relações daquele com a contemporaneidade. […]

As conversas com Luisa Cunha pretendiam dar a conhecer uma artista com um percurso invulgar, mulher, que começou relativamente tarde a sua carreira, e cuja obra tem recaído eminentemente sobre uma materialização sonora e espacial, pouco comum à época em que começou a fazê-la. Por isso, nas conversas realizadas com a artista, procurou perceber-se se esses factores, bem como os seus posicionamentos pessoais e políticos, quase sempre críticos de uma normalização e de um consenso instituídos, condicionaram o seu reconhecimento e a sua aceitação no sistema da arte, nomeadamente comercial.

A imprevisibilidade subjacente às conversas, durante as quais a autora surge com respostas lapidares e desconcertantes, está também na linguagem que atravessa a sua obra, a qual desconstrói as convenções e os protocolos museológicos, da forma e no momento que menos se espera.
[Sara Antónia Matos]

[…] os romantismos e histórias que os alunos contavam a propósito dos objectos que faziam, com uns discursos cheios de verbosidades e ilusões, não diziam nada do que eles pretendiam. Eu só respondia: o material não aguenta. O material não aguenta tanta historieta. Não se esqueçam de que isto são artes visuais. Não estão a trabalhar no domínio verbal das palavras. E se construírem uma palavra tem de ter uma materialidade visual, ser palavra visual.
[Luisa Cunha]

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