Poemas

10.00 

de María Zambrano
Editora: Sr Teste
Edição: Junho 2020

Descrição

Delírio do Incrédulo

Sob a flor, a rama,
sobre a flor, a estrela,
sob a estrela, o vento
E mais além? Mais além? Não te recordas? Só o nada,
o nada, ouviste bem, minha alma,
dorme, adormece no nada.
Se pudesse, contudo fundir-me…

Cinza daquele fogo, cavidade,
água espessa e amarga,
o choro feito suor,
o sangue, que na sua fuga, conduz à palavra.
E a carga vazia de um coração parado?
Realmente, não há nada? Não há nada.
E que o recordes. Era a tua glória.

Para além da recordação, no esquecimento, escuta
o sopro do teu alento.
Vê na tua própria pupila, no interior,
nesse fogo que te incendeia, luz e água.

Mas não consigo. Olhos e ouvidos são janelas.
Perdido em mim, não consigo procurar nada.
Não alcanço o Nada.

María Zambrano, Poemas, Sr Teste – https://www.flaneur.pt/produto/poemas-6/

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Peso 0.100 kg

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