Flâneuse Cátia e A Amiga Genial

“Estou encantada com A Amiga Genial da Elena Ferrante, um livro tão belo, tão feminino, sem cair no feminismo, tão próximo da realidade como só um filme do Neorrealismo italiano consegue ser. Talvez esta honestidade suprema, como se a escrita não permitisse a mentira, se deva ao facto de Elena Ferrante ser um mistério e de esse mistério lhe dar liberdade total para escrever sobre a condição humana. Dela (ou será dele?) sabe-se que nasceu em Nápoles, que gosta de Tchékhov  e pouco mais. Mas voltando ao livro… Abro-o e entro em Nápoles, cidade que está em cada palavra, cada vivência, cada pessoa, cada acto de violência, cada acto de perdão, guiada pelas amigas Elena e Lila, que mantêm uma relação que tanto pode ser de complementaridade como de antagonismo, de cumplicidade como de conflito. Sinto-me arrebatada por este livro, pela narração do mundo como um lugar íntimo, que se vai revelando aos que o lêem, como se vai revelando a nossa vida conforme a vamos vivendo. Deixo-vos com esta frase dita por Lila: “As cidades, como as pessoas sem amor, são perigosas, para si mesmas e para os outros” e com um convite para lerem A Amiga Genial”.

Cátia Monteiro, 26 anos, jornalista e livreira, que pretende ser Flâneuse a tempo inteiro.

Local da fotografia: Esplanada do Aduela, debaixo de uma oliveira, a sua árvore preferida e a de Saramago também.

O livro da Cátia pode ser comprado aqui: Flâneur

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