Estação Vernadsky foi um projecto de residência artística em Sines que envolveu cinco artistas plásticos, um músico, um geógrafo, um historiador e um neurocientista, uma designer, um programador e uma editora, numa experiência em torno das ideias de Vladimir Vernadsky e, em particular, do seu conceito de noosfera.\n\nO pensamento de Vladimir Vernadsky (Império Russo, 1863 – URSS, 1945) exprime uma noção sistémica da realidade. Advindo da geologia, considera a acção da vida biológica (biosfera) sobre a matéria inerte (geosfera), enfatizando o modo absolutamente decisivo em que a primeira altera, molda e faz evoluir a segunda.\n\n(…) Durante as pesquisas iniciais em torno de Vernadsky, a obra dos irmãos Arkady e Boris Strugatsky – traduzida para Stalker ou Piquenique na Estrada, dependendo da edição portuguesa consultada – tornou-se relevante. Foi a partir dela que ficámos a saber que visitações alienígenas originaram seis ‘zonas’ em diversas localidades terrestres.\n\n(…) Foi em 2014 que colocámos, pela primeira vez, a hipótese de Sines ter sido uma dessas seis localidades. Tomámos então medidas para montar este nosso posto de observação. Pensámos que, tendo a ciência falhado em dar sentido aos acontecimentos, seria de experimentar o ponto de vista da arte.\n\nin Uma ficção vagamente científica, Soraya Vasconcelos\n\n300 exemplares\n\nedição: Soraya Vasconcelos (coord), Ana Teresa Ascensão, Susana Gaudêncio\ndesign: Ana Teresa Ascensão\nrevisão: Sofia Gonçalves\nobras: Ana Teresa Ascensão & Nuno Bengalito, Garcia da Selva, Mafalda Santos, Ricardo Pistola, Sara Morgado Santos, Soraya Vasconcelos, Susana Gaudêncio\ntextos: Alex Gomez-Marin, Álvaro Domingues, José Carlos Calazans