Definido pelo próprio Guimarães Rosa como “autobiografia irracional”, o romance usa como cenário o sertão brasileiro e os trilhos – “veredas” – que o gado vai sulcando no terreno árido, uma rede complexa de caminhos na qual é fácil perder o rumo – como na vida, como no mundo.
No centro da encruzilhada está Riobaldo, protagonista-narrador, jagunço feito fazendeiro, que vai desfiando as suas memórias a um interlocutor desconhecido enquanto faz a sua travessia, debatendo-se entre deus e o diabo, entre o bem e o mal, a luz e as trevas.
E dentro de Riobaldo está tudo: está o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria de todos os homens e mulheres. Porque “o sertão é do tamanho do mundo”.