Retrato Huaco (2021), nome dado a peças de cerâmica que representavam rostos indígenas e, dizia-se, capturavam as suas almas, funde uma história de família e memórias da colonização de um continente. Quando, num museu parisiense, a autora depara com as estatuetas doadas no século XIX pelo explorador austríaco Charles Wiener e nas quais se reconhece, descobre um rasto de violência e pilhagem, e um filho bastardo que deu origem à sua linhagem. Esta perturbadora herança familiar fá-la questionar, com um humor corrosivo, as suas raízes e identidade — e a forma como elas influenciam as suas relações afectivas.
\n
\nCom grande inteligência e um humor irreverente, Wiener resgata do arquivo familiar uma história íntima que é também a história infame do nosso continente.
\nValeria Luiselli
\n
\nO melhor livro que li sobre a filiação e o amor na condição pós-colonial contemporânea.
\nPaul B. Preciado